sexta-feira, 30 de outubro de 2015

ICONOCLASTIA 219

ICONOCLASTIA 232: J'ACCUSE L'ISLAM 
Muito antes da Conversão de Constantino no século IV ou de qualquer guerra religiosa europeia, o cristianismo teve suas origens em pequenas comunidades de pregadores, missionários e fiéis. O Islã expandiu-se pela espada desde seu nascedouro. Isso não é islamofobia. É fato. 
Maomé comandou pessoalmente ataques armados a caravanas do povo Quraish, além de outros atos de agressão. Maiores detalhes são fornecidos nos livros de Robert Spencer. A propósito, Ibn Warraq abandonou o Islã e assina embaixo de tudo que Spencer diz. Recomendo "The Politically Incorrect Incorrect Guide to Islam", de Robert Spencer e "Why the West is Best", de Ibn Warraq. Mencionar isso não é islamofobia. É reconhecer um fato. 
O Corão tem extensas passagens que exortam seus seguidores ao morticínio de judeus e de cristãos. Um exemplo notório (Corão 9:29). "Lute contra aqueles Povos do Livro [judeus e cristãos] que não têm fé em Alá ou no Dia do Juízo, que não consideram ilegal o que Alá e seu Mensageiro tornaram ilegal e que não acreditam na verdadeira religião até que eles paguem humildemente o imposto [jizya] com suas próprias mãos. Duas observações: i) a jizya era o imposto cobrado dos infiéis e ii) usei a tradução inglesa de Muhammad Sarwar. 
Reportar isso obviamente não é islamofobia. 
É fato que o Corão também contém versos que clamam por tolerância ou que parecem justificar apenas uma jihad meramente defensiva, como Corão 2: 190: "Lute pela causa de Deus contra aqueles que lutam contra vocês, mas não se excedam, pois Deus não ama os que se excedem". Só tem um probleminha. A interpretação 'defensiva' deste verso é um tanto elástica demais já que é prontamente desmentida pelo que é dito em Corão 2:193: "Combata-os até que não haja mais descrença em Alá e até que a religião de Alá se torne dominante. Se eles mudarem de comportamento não haveria hostilidade contra ninguém exceto os injustos" (Mesma fonte para as citações). Mas como poderia um combate exclusivamente defensivo levar à completa hegemonia de uma religião sobre as demais? Não faz nenhum sentido. A jihad é, sim, ofensiva. Não há como negá-lo. E admitir isso não é islamofobia. 
Mais importante: os versos tolerantes foram compostos em Meca, no começo da carreira de Maomé. Os mais duros datam dos anos que Maomé viria a passar em Medina. A doutrina de abrogação (naskh) determina que os versos tardios devem cancelar os versos tolerantes que os antecedem. Ou seja: a própria teologia corânica favorece os versos francamente agressivos. E a doutrina ainda está em vigência! Mais detalhes em Spencer. 
Não venham me dizer que na Bíblia há algo que se compare a isso. É bem verdade que o Deus do Antigo Testamento comanda o morticínio dos hititas, amoritas, cananitas, perizitas e hivitas... (Deuteronômio 7: 1-2). É uma passagem forte e chocante. Porém, há uma diferença: o Deus do Antigo Testamento, quaisquer que sejam suas razões, impõe o ataque a povos específicos... Ao contrário de Alá, não o impôs a QUALQUER POVO que se opusesse ao islamismo. E não creio que seja necessário lembrar que no Novo Testamento cristão não há nada do género...
O Islã sempre oprimiu e ainda oprime as mulheres.
O Islã escravizou tanto ou mais que o Ocidente e por muito mais tempo. 
O Islã não conta com regimes democráticos dignos dessa apelação. 
O Islã impõe obstáculos à composição musical e à arte figurativa. O Islã padece de um extenso histórico de aversão à ciência. O físico americano Heinz Pagels menciona o episódio de um colega americano de passagem pelo Irã de Khomeini. Durante uma aula, este homem apanhou um dado para ilustrar a teoria das probabilidades. Um aluno bradou: "Artefato Satânico!". O livro se chama "O Código Cósmico". 
Por que será? Bem, porque Alá é visto como inteiramente soberano e acima da criação. Há aqui um contraste marcante com a visão tomista de um Deus que rege um universo comandado por leis imutáveis. Não é à toa que a ciência islâmica estagnou e mergulhou na mediocridade da qual nunca mais saiu. 
Em filosofia, o Islã nos deu um ou outro gênio e um multidão de comentadores...
A chamada Época Áurea do Islã foi breve e trouxe contribuições importantes. Não há como negá-lo. Vale notar, porém, que ela foi em grande parte imitativa. E, quando não foi imitativa, foi em larga medida obra de persas... Detalhes em Spencer. 
Mudando de assunto...
Os cruzados cometeram atrocidades. Não vou desmenti-lo. Ocorre que... Bem ocorre que: antes das Cruzadas se passaram séculos de opressão religiosa em que se deram coisas tais como: crucifixão de peregrinos cristãos, banimento da Cruz, proibição do ensino bíblico, aumento do valor dos impostos cobrados dos infiéis, restrições à visitação dos lugares santos do cristianismo etc etc etc. As Cruzadas foram legítima defesa.
O expansionismo territorial quase sempre veio do Islã para a Europa. O Islã foi contido em Montpellier por Carlos Martel e nas batalhas de Lepanto e Viena. A Europa Cristã defendeu-se. 
Não é o ocidente que proclama fatwas condenando escritores à morte. Quem faz isso é o Islã, como no caso Salmon Rushdie. 
Não é o Ocidente que estabelece a pena capital para o abandono da fé. Quem faz isso é o Islã. 
Presentemente, uma grande parte dos imigrantes islâmicos se recusa a aculturar-se nos países que os acolhem. Com frequência violam as leis locais e querem impor na marra a sharia, a lei muçulmana. Com sua alta taxa de natalidade, representam um risco gigantesco à Europa. Podem descaracterizá-la. As melhores tradições ocidentais estão em perigo em razão da recusa "politicamente correta" de impor limites à imigração e mesmo de simplesmente cobrar dos imigrantes que aceitem obrigações "a todos impostas". O perpétuo e exagerado sentimento de culpa do Ocidente e a bobageira multicultural pioram tragicamente a situação. 
O fundamentalismo islâmico segue promovendo seu cortejo de horrores. Diversos estudiosos o atribuem aos ensinamentos de intelectuais que, em viagens de estudos na Europa, se chocaram com a decadência moral do Ocidente. Isso pode ser parte da explicação. Mas, depois de tudo o que eu disse, não creio que seja toda a explicação. A meu ver, há um núcleo duro de violência inextirpável no Islã. Não começou a existir nem no século XIX nem no século XX. Existiu desde sempre.
O Hamas, o Hezbollah, o Califado e o programa nuclear iraniano requerem um enfrentamento enérgico e urgente.
E o que dizer dos islâmicos moderados? Bem, meu palpite pessoal é que são predominantemente pessoas com pouca exposição à sua própria tradição.
Vou parar por aqui por três razões. Já está muito longo, estou cansado e receio que isso esteja prejudicando meu estilo...
E, não, nada do que eu disse acima é islamofobia. Por fim:
JE DÉFEND L'OUEST

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